Onde há fumaça, há fogo: Um alerta à Igreja
Há uma fumaça na aldeia. Uma fumaça estranha, que não sai das chaminés, mas de algo que queima e ninguém sabe a origem. Ou melhor, até sabem, mas tentam esconder o fogo. Mas será que é possível esconder o fogo por muito tempo?
Hoje em dia, estamos presenciando de tudo. O que mais me intriga são homens que se dizem de Deus tentando ocultar as chamas, defendendo o indefensável. É triste ver as palavras de Jesus se cumprindo: “Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” (Lucas 18:8).
Muitos líderes perderam a fé e arrastaram consigo seus seguidores. Vemos uma idolatria cega por pastores, políticos e cantores. A igreja, em muitos lugares, transformou-se em um "shopping center", onde se encontra de tudo o que o ego deseja, menos a salvação e a Palavra que transforma. É claro que ainda existem aqueles que não se dobraram; que permanecem firmes na Rocha, que é Jesus.
No entanto, nunca se comercializou tanto dentro dos templos como agora. O comércio religioso atingiu níveis alarmantes. Lembremos o que Jesus fez com os mercadores:
“Jesus entrou no templo e expulsou todos os que ali vendiam e compravam. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas e lhes disse: ‘Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; mas vós a tendes convertido em covil de ladrões’” (Mateus 21:12-13).
Qual seria a atitude de Jesus hoje? O pecado se modernizou. Vemos grupos agindo em benefício próprio, cegos pelo poder e vivendo sob influências malignas. É lavagem de dinheiro, palanque político, leilões no altar e crendices absurdas: caminhar no sal, rosa ungida, "suor de apóstolo". Sabe o que é isso? É a repetição do bezerro de ouro.
Quando Moisés subiu ao monte e lá permaneceu por quarenta dias, o povo se impacientou e disse: "Este Moisés não volta mais, precisamos de líderes que vão à nossa frente. Façamos um deus para adorar". Em Êxodo 32, vemos que, na ausência da liderança espiritual, o povo se corrompeu, e Arão, cedendo à pressão, permitiu o desenfreio.
Assim está o povo hoje, vivendo como se Jesus não fosse voltar. Quais pregações sobre a volta de Cristo você tem ouvido? Poucas, ou talvez nenhuma. Pregam o que os ouvidos querem ouvir, buscam aplausos para si mesmos e não trazem a palavra que liberta.
Lamentavelmente, parece que a única saída para um verdadeiro avivamento é o retorno à essência através da perseguição. Historicamente, é no sofrimento e nas portas fechadas que nascem os cristãos autênticos.
Até uma próxima oportunidade,
Pr. João Paim

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