Igrejas evangélicas ganham cada vez mais espaço em Cuba


No momento que o Papa Bento XVI visita a capital cubana nesta semana, sites revelam análises sobre as consequências do fim da restringência aos cultos religiosos, no começo da década de 1990.

    Papa Bento VXI

  • Estas avaliações apontam que as igrejas evangélicas já dominam quase metade da ilha, ao mesmo tempo em que o número de católicos segue cada vez mais escasso.
A usina de ideias Pew Research Center (PRC) fornece informações sobre tendências que constituem mudanças entre os Estados Unidos e o restante do mundo.
Segundo a subdivisão da PRC que cuida de pesquisas sobre religião, o Forum on Religion and Public Life, não muito mais da metade dos cubanos é católico e ainda é menor o índice de praticantes.
Sob o ponto de vista do jornalista Randal C. Archibold, do The New York Times, esta propensão ao culto evangélico deixa clara a ausência de comoção por parte da população no comparecimento do papa até a ilha.
De acordo com o site do jornal Estadão, os fatores que contribuiram com esta elevada aceitação foram a simpatia de militares e membros do governo com o culto não católico, a ajuda das igrejas dos Estados Unidos e a receptividade aos laços ancestrais de Cuba com a África.O vínculo das igrejas evangélicas com divisões eclesiásticas americanas estruturam ainda mais as igrejas em Cuba. Os americanos auxiliam na manutenção através da expedição de voluntários e material evangélico.
Já os afro-cubanos, que passaram boa parte do tempo impedidos de integrar a Igreja Católica, atualmente conseguem vincular sua cultura através da música, que se misturam aos ritmos africanos.
O bispo Ricardo Pereira Diaz, membro da Igreja Metodista, observa que o prestígio de fidelistas quanto à comunidade evangélica cresce e sua presença é cada vez mais constante. "É um sinal de que, aos poucos, nossa influência está aumentando entre eles também" – afirma o bispo.
A Igreja Batista Ebenezer, em Cuba, já recebeu autoridades religiosas como o reverendo Jesse Jackson e o líder da Nação do Islã, Louis Farrakhan. O pastor e integrante do parlamento, Raúl Sánchez, afirma que a ilha "tem um rico espírito africano" e os cultos religiosos devem compreender que "isso faz parte do tecido da cultura do país".

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