MPF vai investigar veracidade de denúncias contra apóstolo da Igreja Mundial




 O Ministério Público Federal em Mato Grosso instaurou um procedimento para investigar a veracidade da denúncia de enriquecimento ilícito e fraude contra o sistema financeiro nacional cometido pela Igreja Mundial do Poder de Deus e pelo ‘apóstolo’ Valdemiro Santiago. Entre seus negócios está a compra de fazendas na região do Pantanal de Mato Grosso com dinheiro da igreja. Uma das propriedades situa-se  no município de Santo Antônio do Leverger,  a 28 quilômetros de Cuiabá.
As denúncias foram trazidas à tona pela reportagem exibida pela TV Record, no programa Domingo Espetacular, no último domingo, 18. Na reportagem, conduzida por Marcelo Rezende, foram apresentados documentos de compra de duas fazendas no Estado, avaliadas em R$ 49 milhões, pela Igreja Mundial do Poder de Deus, e arrendadas pela empresa W.S. Music Ltda., de propriedade de Valdemiro Santiago e sua esposa, Franciléia.
São terras de perder de vista e milhares de cabeças de gado, pista de pouso e mansão com piscina. Foi no município de Santo Antônio de Leverger, em Mato Grosso, que o apóstolo Valdemiro virou dono de várias fazendas, uma ao lado da outra. Juntas, elas formam uma imensa propriedade, de dar inveja aos homens mais ricos do país. São mais de 26 mil hectares, o equivalente a 13,4 mil estádios do Maracanã.
Somando tudo, gado, terras e benfeitorias, o investimento total de Valdemiro chega a R$ 50 milhões em dinheiro vivo, mais do que a maioria dos prêmios da Mega-Sena acumulada. O valor é suficiente para comprar 20 Ferraris 0 km, o carro mais caro do Brasil, ou dez coberturas em Nova York (EUA), a cidade mais cara do mundo.
A reportagem também citou a Fazenda Formosa, com 15,8 mil ha, que teve como compradora a Igreja Mundial, investimento mais de R$ 20 milhões, pagos à vista e com dinheiro vivo. Para sustentar o vínculo do apóstolo com a compra supostamente ilegal das áreas, a Record também buscou, no Diário Oficial do Estado de Mato Grosso, um pedido de licença ambiental para um das fazendas, que teria sido feito por Valdomiro junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).
O vídeo da reportagem foi protocolado no MPF, que fez a autuação de uma peça de informação que será distribuída a um procurador da República que irá conduzir as investigações.

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