Garota que desistiu de ir à boate Kiss morre em acidente de carro no PR



Garota que desistiu de ir à Boate Kiss morre em acidente no PR

Jéssica de Lima Röhl, 21 anos, cursava Administração e era uma das organizadoras da festa de universitários que acabou em tragédia

Terra 05 Fevereiro de 2013 - 12:16



Foto: Divulgação
Jéssica viajava com o namorado Adriano Stephanel; quando o carro onde eles estavam colidiu com um caminhão, matando os dois
Jéssica viajava com o namorado Adriano Stephanel; quando o carro onde eles estavam colidiu com um caminhão, matando os dois
Uma estudante que havia desistido de ir à Boate Kiss, em Santa Maria (RS), na noite de 26 de janeiro - e se salvado do incêndio que matou mais de 230 pessoas - morreu no último sábado, em um acidente na rodovia PR-182, em Toledo (PR), 540 quilômetros a oeste de Curitiba. Jéssica de Lima Röhl, 21 anos, cursava Administração na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e era uma das organizadoras da festa de universitários que acabou em tragédia. Ela viajava com o namorado Adriano Stephanel; quando o carro onde eles estavam colidiu com um caminhão, matando os dois, segundo o jornal Correio do Povo de Porto Alegre.
Jéssica fazia parte da comissão organizadora da festa Agromerados, mas desistiu de ir à boate na última hora. O namorado da estudante pediu que ela não fosse sozinha depois que uma amiga também resolveu não ir à casa noturna. Os dois foram sepultados em Silveira Martins (RS), a 30 quilômetros de Santa Maria.
Incêndio na Boate Kiss
Um incêndio de grandes proporções deixou mais de 230 mortos na madrugada do dia 27 de janeiro, em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo tenha iniciado com um artefato pirotécnico lançado por um integrante da banda que fazia show na festa universitária.
INCÊNDIO EM SANTA MARIA

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Segundo um segurança que trabalhava no local, muitas pessoas foram pisoteadas. "Na hora que o fogo começou, foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate, e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair", contou. O local foi interditado e os corpos foram levados ao Centro Desportivo Municipal, onde centenas de pessoas se reuniam em busca de informações.
A prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias e anunciou a contratação imediata de psicólogos e psiquiatras para acompanhar as famílias das vítimas. A presidente Dilma Rousseff interrompeu uma viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde se reuniu com o governador Tarso Genro e parentes dos mortos. A tragédia gerou uma onda de solidariedade tanto no Brasil quanto no exterior.
Os feridos graves foram divididos em hospitais de Santa Maria e da região metropolitana de Porto Alegre, para onde foram levados com apoio de helicópteros da FAB (Força Aérea Brasileira). O Ministério da Saúde, com apoio dos governos estadual e municipais, criou uma grande operação de atendimento às vítimas.
Na segunda-feira, quatro pessoas foram presas temporariamente - dois sócios da boate, Elissandro Callegaro Sphor, conhecido como Kiko, e Mauro Hoffman, e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Augusto Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos. Enquanto a Polícia Civil investigava documentos e alvarás, a prefeitura e o Corpo de Bombeiros divergiam sobre a responsabilidade de fiscalização da casa noturna.
A tragédia fez com que várias cidades do País realizassem varreduras em boates contra falhas de segurança, e vários estabelecimentos foram fechados. Mais de 20 municípios do Rio Grande do Sul cancelaram a programação de Carnaval devido ao incêndio.




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