Os três jovens judeus sequestrados pelo Hamas estão mortos

30/06/2014
 às 17:00

Os três jovens judeus sequestrados pelo Hamas estão mortos. Ou: Israel existe com paz ou com guerra, mas correntes palestinas dependem da guerra para existir

Lá vamos nós. Vejam estes rapazes.
Jovens israelenses mortos
Trata-se dos jovens judeus Naftali Frankel, Gilad Shaar e Eyal Yifrach. Estão mortos. Foram sequestrados no dia 12 deste mês, na Cisjordânia, pelo Hamas. Os corpos foram encontrados nesta segunda perto de Hebron. Tudo indica que foram mortos a tiros, mas os corpos estavam carbonizados. Os dois primeiros tinham 16 anos, e o outro, 19. Voltavam de uma escola religiosa quando foram capturados. E aí? Pois é… Antes que eu relembre o que escrevi aqui há dias, algumas considerações sobre a abordagem asquerosa da imprensa ocidental, quase sem exceção — e vale também para o Brasil.
Desde o desaparecimento dos três rapazes, Israel empreendeu incursões na Cisjordânia. Mais de 400 pessoas já foram detidas para interrogatórios, e houve também confrontos com militantes do Hamas. Adivinhem se não há um chororô mundo afora, acusando, como de hábito, a chamada “reação desproporcional” de Israel. Conheço poucos conceitos tão canalhas como esse. Então vamos ver: o Hamas se dá o direito de sequestrar quem quiser, de assassinar três jovens e ainda reivindica o poder de determinar se o Estado agredido reage assim ou assado? Nota à margem: não se fez clamor internacional nenhum em defesa dos três rapazes e em repúdio à ação dos terroristas. A impostura vai mais longe.
Quando se anunciou que o Vaticano mediaria uma conversa entre Shimon Peres, presidente de Israel, e Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina,escrevi o seguinte:
Hamas-fatah 1
Retomo
Eis aí. Abbas, que lidera a Fatah, a corrente que governa a Cisjordânia, resolveu “fazer as pazes” com o Hamas, que governa a Faixa de Gaza, sem que este houvesse renunciado às suas práticas. Depois do encontro no Vaticano, o que se tem? Sequestro e mortos. Destaco: não se trata de uma escaramuça militar, num confronto, que resulta em mortos. Aqueles garotos não eram soldados numa frente de batalha. Mas quanto tempo demoraria para o mundo reagir se Israel decidisse selecionar alguns alvos do Hamas, comprometidos com o terrorismo, e eliminá-los? “Ah, mas seria diferente! Afinal, trata-se de um Estado…” É mesmo? Não é esse o status que se defende para os territórios palestinos? Não estão lá na ONU, como observadores? “Ah, mas ainda não são um Estado…” Entendo. E se defende que sejam, com práticas como essa?
É claro que Israel vai retaliar. Se há alguém com outra resposta possível — sempre lembrando que há, a esta altura, um país indignado —, que, então, diga. Como fica Habbas nesse caso? Fez o acordo com o Hamas, mas pretende não ter nada com isso?
Vamos ser claros? Israel existe com paz ou com guerra. Ocorre que coisas como Fatah e Hamas dependem da guerra para existir.
Por Reinaldo Azevedo

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