20 dezembro 2016

A História por Trás do Natal




A História por Trás do Natal

Norbert Lieth
Aconteceu no Natal. O dono de uma loja colocou na sua vitrine uma Bíblia aberta com um versículo sublinhado em vermelho. Todos que passavam por ali podiam ler a passagem, um resumo da história do Natal: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigênito para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16).
Duas mulheres pararam na frente da vitrine, viram a Bíblia e leram o versículo. Uma disse à outra: “Que coisa triste! As pessoas envolvem a Bíblia em tudo! Até na festa do Natal!”.
Se fizermos uma pesquisa isenta, grande parte dos brasileiros não saberá dizer qual o verdadeiro sentido do Natal. Muitos associam esta festa mais a presentes, à família e ao Papai Noel, do que com a Bíblia. Isso é lastimável, pois é justamente a Bíblia que conta a verdadeira história do Natal, inclusive os detalhes dos bastidores com suas cenas tensas, felizes e surpreendentes. A Bíblia nos conta a mais bela história de todos os tempos!

Em tempos idos

Conforme nos relata a Bíblia, na antiga Babilônia vivia um profeta judeu chamado Daniel. O rei babilônico daquela época fez de Daniel o chefe de seus magos e encantadores. Mas Daniel não era mago nem encantador, ele era um homem que dizia a verdade, pois o Espírito de Deus estava nele. Esse Espírito o capacitava a fazer profecias e a fornecer explicações de sonhos e visões de uma forma jamais vista. Daniel anunciou a futura chegada de um Rei-Salvador vindo de Israel e deixou marcas perenes na Babilônia.

Um homem sem pecado, alguém que jamais desobedeceria à Lei, tornou-se necessário para tomar sobre si o castigo de todos e salvar a humanidade. Então Jesus veio a este mundo, não por meio da semente de um homem, mas por meio da semente divina colocada no ventre de Maria, a virgem.
Seiscentos anos mais tarde, uma luz sobrenatural, que a Bíblia descreve como sendo uma estrela, brilhou sobre a pequena cidade de Belém, em Israel. Magos e astrônomos, que viviam longe, lá na distante e antiga Babilônia, observaram esse fenômeno celeste. E, certamente se lembraram dos escritos de Daniel, associando a estrela com o nascimento do Rei prometido. Partiram imediatamente, começando uma viagem de mais de mil quilômetros, que acabaria por levá-los ao encontro do divino Rei.
Os magos babilônios, conhecidos como os magos do Oriente, viajaram até Jerusalém, capital de Israel. Perguntavam a todo mundo: “Onde está o recém nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo” (Mt 2.2).
Naquele tempo, o mundo era dominado pelo Império Romano. Em Israel os romanos haviam colocado como rei um certo Herodes, que nem era israelita. Herodes ficou assustado quando ouviu falar dos magos estrangeiros e mandou chamar os principais sacerdotes e escribas judeus. Queria que eles o informassem sobre o local de nascimento desse Rei.
Eles confirmaram que em eras passadas seus profetas haviam predito a vinda de um Rei-Salvador. O profeta Miquéias, 700 anos antes, chegara a profetizar seu local de nascimento: “em Belém da Judéia” (Mt 2.5), informaram eles.
Mais incomum do que esses eventos foi a circunstância do nascimento do Rei prometido: a mãe de Jesus era uma virgem, Seu Pai era Deus, o Espírito Santo; Ele próprio, o Rei dos judeus e Salvador do mundo, nasceu em uma estrebaria. Isso parece fantástico demais?
O profeta judeu Isaías havia predito de forma bem concreta, séculos antes do nascimento do Rei-Salvador: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho” (Mt 1.23). O sentido mais profundo por trás disso é sério e mostra como era importante o nascimento virginal.
Deus criou os primeiros homens, Adão e Eva, livres de pecado. Mas eles desobedeceram a Deus e tornaram-se pecadores. Desde então, todo homem nasce em pecado, portanto, é perdido por natureza. Mas Deus não quer que as pessoas se percam. Ele “deseja que todos os homens sejam salvos” (1 Tm 2.4).
Um homem sem pecado, alguém que jamais desobedeceria à Lei, tornou-se necessário para tomar sobre si o castigo de todos e salvar a humanidade. Então Jesus veio a este mundo, não por meio da semente de um homem, mas por meio da semente divina colocada no ventre de Maria, a virgem. O apóstolo Paulo explica: “se, pela ofensa de um só [Adão], morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos” (Rm 5.15).

Deus não mandou simplesmente Seu Filho ao mundo para ser o Salvador. Ele O enviou no momento certo, numa data que Ele mesmo estabeleceu, como disse Paulo: “Vindo, porém, a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gl 4.4).
Apesar de todos os planos malvados dos governantes de plantão, impérios inteiros contribuíram para a chegada desse momento oportuno e ajudaram a fazer o Natal acontecer.
No antigo Império Egípcio, por exemplo, um pequeno clã de escravos judeus foi crescendo até formar o povo de Israel, um povo que daria ao mundo o Rei-Salvador. Mais tarde, quando esse povo era escravo na Babilônia, Deus reacendeu o esquecido anseio judeu pelo profetizado Rei-Salvador. Quando a Pérsia conquistou a Babilônia, Deus usou os persas para conduzir os judeus de volta à sua pátria, porque lá deveria vir ao mundo o Salvador-Rei. A seguir, o domínio dos gregos trouxe consigo uma nova língua mundial. A Bíblia dos judeus, o Antigo Testamento, foi traduzido para o idioma grego, e mais tarde vieram somar-se as Escrituras do Novo Testamento, igualmente escritas em grego. E então entrou em cena outro império, ainda mais poderoso: o Império Romano, que chegou trazendo paz, construindo um novo sistema de estradas e derrubando as fronteiras entre os países.
Assim, o tempo estava maduro para o primeiro Natal. As circunstâncias estavam postas para a chegada do Prometido. O Salvador poderia chegar! Havia condições para a rápida propagação das Boas-Novas de que o Filho de Deus se tornara Homem para salvar os homens dos seus pecados e de seu merecido castigo.

Quando Jesus nasceu, Deus veio até nós com o dom da graça e do perdão de todos os pecados, dando-nos de presente a vida eterna no céu. Isto é o Natal.
Na história mundial não existe uma única pessoa cujo currículo já estivesse escrito antecipadamente por meio de profetas judeus. Na história mundial só existe uma única Pessoa enviada por Deus ao mundo por meio de nascimento virginal. E na história mundial também só existe uma única Pessoa cujo nascimento foi preparado por impérios e reinos mundiais. Isso seria mero acaso?
O entrelaçamento dos fatos é preciso e exato demais para não ser real. Tudo o que envolvia o nascimento de Jesus foi verídico, e tinha um único propósito: providenciar nossa salvação eterna. Deus se empenhou por nós! Com o Natal Ele quer nos dizer que não existe ninguém que esteja longe demais para poder vir até Ele.
Certa vez perguntaram a Jesus como se poderia reconhecer a veracidade das Suas declarações. Ele respondeu fazendo um convite: quem desse ouvidos ao que Ele falava iria experimentar pessoalmente a verdade de Suas palavras e reconheceria que elas não vêm de um homem, mas do próprio Deus. Como os magos do Oriente, todo homem e toda mulher pode examinar os fatos por si mesmo, e então chegar até o Salvador para adorá-lO. Quando Jesus nasceu, Deus veio até nós com o dom da graça e do perdão de todos os pecados, dando-nos de presente a vida eterna no céu. Isto é o Natal.
Deus percorreu um longo caminho para nos salvar. Os magos do Oriente fizeram uma longa jornada para encontrar a Jesus. Tenha coragem de começar sua própria caminhada em direção ao Salvador! Desejamos um Feliz Natal! (Norbert Lieth — Chamada.com.br)

30 novembro 2016

Está tudo sob controle?




Thomas Lieth

O ser humano acredita ter tudo sob controle, mas a experiência mostra que não é bem assim. As pessoas agem como se fossem viver para sempre, apesar da morte ser certa. Lemos no Salmo 90.9-10: “Pois todos os nossos dias se passam na tua ira; acabam-se os nossos anos como um breve pensamento. Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos”.
O homem faz uso da ciência e da tecnologia, vangloriando-se: está tudo sob controle! Entretanto, como é a realidade?
  • Um dos mais modernos submarinos russos, o orgulho das decadentes forças armadas soviéticas, afundou nas ondas do Mar de Barents e levou à morte 118 jovens marinheiros. Como eles se orgulhavam do seu submarino! Porém, não houve escapatória, não houve saída.
  • Centenas de pessoas embarcaram num dos mais modernos trens nas montanhas suíças. Tratava-se de um primor de tecnologia, com proteção completa contra incêndios. E então? Os vagões pegaram fogo dentro de um túnel e em pouquíssimo tempo não restava nada deles além de ferro retorcido e cinzas. Mais de 150 passageiros morreram de forma horrível. Também para eles não houve saída, não houve como escapar.
  • O “Concorde” era celebrado como o mais rápido e seguro avião de passageiros do mundo. Nunca havia ocorrido uma única queda dessas aeronaves. No dia 25 de julho de 2000 chegou a hora: durante a decolagem do aeroporto Charles de Gaulle em Paris, o avião pegou fogo e caiu. No acidente morreram 113 pessoas. Para elas também não houve possibilidade de fugir, de escapar.
  • Ou pensemos no ônibus espacial “Challenger”, que se desintegrou ao reingressar na atmosfera terrestre, matando a equipe de astronautas. Outro exemplo sempre lembrado é o “Titanic”, que era considerado insubmergível, mas hoje repousa no fundo do mar.
Judas Iscariotes também parecia ter tudo sob controle. Entretanto, depois de ter traído seu Senhor e Mestre, sua consciência o atormentou de tal maneira que ele não viu mais saída e acabou se suicidando.
Para onde quer que olhemos: sem Deus não existe possibilidade do homem escapar do seu destino sem esperança. Com Deus, porém, há como fugir desse rumo que parece inevitável. Jesus Cristo convida a todos os seres humanos: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28).
Está tudo sob controle? Não, é melhor que você largue aquilo em que confia e busque orientação na Bíblia. Nela você encontrará a indicação da “saída”, do único caminho para a vida eterna. Jesus diz: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6). Aceite-O agora mesmo como seu Salvador! Somente sob o controle dEle sua vida terá rumo e destino certos. (Thomas Lieth)

08 outubro 2016

A Gloriosa Graça de Deus

David M. Levy

Há aproximadamente cem anos, Julia H. Johnson compôs a letra de um hino intituladoGrace Greater Than Our Sin [“Graça Maior que o Nosso Pecado”; conhecido em português pelo título: Graça de Deus, Infinito Amor]. A quarta estrofe desse hino sintetiza com muita propriedade o conceito da graça de Deus:
Maravilhosa,
incomparável graça,
concedida livremente a todo
o que nEle crer;
tu que anelas ver Sua face,
queres neste instante
Sua graça receber?
Nós que recebemos a graça de Deus por intermédio de Jesus Cristo, de fato, constatamos quão maravilhosa e incomparável é essa graça. Entretanto, qual é o significado da expressão Graça de Deus?

A Definição da Graça de Deus

A definição encontrada em um dicionário para o termo graça é a seguinte: “O favor imerecido que Deus concede ao homem”. Embora tal definição seja verdadeira, é incompleta. Graça é um atributo de Deus, um componente do caráter divino, demonstrada por Ele através da bondade para com o ser humano pecador que não merece o Seu favor.
Um Deus santo não tem nenhuma obrigação de conceder graça a pecadores, mas Ele assim o faz segundo o bem querer da Sua vontade. Ele demonstra graça ao estender Seu favor, Sua misericórdia e Seu amor para suprir a necessidade do ser humano. Visto que o caráter de Deus é composto de graça, movido por bondade Ele espontaneamente se dispõe a conceder Sua graça à humanidade pecadora em nosso tempo de aflição. A graça de Deus pode ser definida como “aquela qualidade intrínseca do ser ou essência de Deus, pela qual Ele, em Sua disposição e atitudes, é espontaneamente favorável” a outorgar favor imerecido, amor e misericórdia àqueles que Ele escolhe dentre a humanidade desmerecedora.1

A Declaração da Graça de Deus

Ao longo de toda a Bíblia, a graça de Deus se manifestou em três estágios. No primeiro, Deus revelou Sua bondade e graça ao demonstrar misericórdia, favor e amor para com todos os homens em geral, mas para com Israel em particular. No segundo estágio, Deus expressou ou apresentou Sua graça, de forma mais clara, através de Jesus Cristo, o qual veio ao mundo para pagar pelos pecados do homem mediante Sua morte sacrificial na cruz. No terceiro, a graça de Deus proporciona salvação e santificação a todos os que, pela fé, confiam em Jesus Cristo como Salvador e Senhor de suas vidas.
Na Septuaginta, uma antiga tradução das Escrituras do Antigo Testamento para a língua grega, o termo grego traduzido por “graça” é charis que significa “graça ou favor imerecido”. As Escrituras Hebraicas não possuem nenhum termo hebraico equivalente. Os termos originais hebraicos traduzidos na Septuaginta por charis são chanan ou chen,que se traduzem por “graça”, “favor” ou “misericórdia”.
Essas duas palavras hebraicas são usadas no Antigo Testamento para retratar o mesmo significado de charis: (1) mostrar misericórdia para com o pobre (Pv 14.31); (2) proporcionar misericórdia àqueles que invocam a Deus em tempo de angústia (Sl 4.1; 6.2; 31.9); (3) demonstrar favor a Israel no Egito (Êx 3.21; 11.3; 12.36); e (4) conceder (Deus) Sua graça a determinadas pessoas, tais como Noé (Gn 6.8), José (Gn 39.21), Moisés (Êx 33.12,17), e Gideão (Jz 6.17). Além disso, a graça de Deus será derramada sobre a nação de Israel no tempo da sua salvação (Zc 12.10).

A graça e a misericórdia também foram manifestadas a nações inteiras. O Senhor, por Sua graça, libertou o povo de Israel da escravidão no Egito.
Outros termos hebraicos, tais como,racham ou rachamim (i.e., “misericórdia”) echesed (“amor leal” ou “bondade”) muitas vezes ocorrem juntos no texto hebraico para expressar o conceito da graça de Deus (Êx 34.6; Ne 9.17; Sl 86.15; 145.8; Jl 2.13; Jn 4.2). Graça, amor e misericórdia estão explicitados na aliança de Deus com o rei Davi, a qual se estendeu a seu filho Salomão mesmo depois que este veio a pecar no decurso de sua vida (2 Sm 7.1-17).
Deus não outorgou Seu amor e graça a Israel por qualquer mérito dessa nação. Deus escolheu Israel para que fosse o povo de Sua propriedade exclusiva através de um ato de pura graça (Dt 7.6-9).
A graça e a misericórdia também foram manifestadas a nações inteiras. O Senhor, por Sua graça, libertou o povo de Israel da escravidão no Egito, supriu as necessidades da nação durante sua peregrinação no deserto e lhes concedeu a terra de Canaã. O amor do profeta Oséias por sua esposa Gômer, uma prostituta, ilustrava a graça e misericórdia de Deus para com Israel. Embora Gômer fosse uma esposa infiel, Oséias demonstrou-lhe graça, misericórdia e amor, ao resgatá-la do mercado de escravos pelo pagamento de um preço. Ela tipificava a nação de Israel redimida da escravidão do pecado.
Pela graça de Deus a ímpia cidade de Nínive foi poupada da destruição ao arrepender-se de seu pecado com a pregação de Jonas.
No Novo Testamento, o conceito de graça encontra uma expressão mais precisa, rica e completa no termo grego charis, o qual ocorre, no mínimo, por 170 vezes. A graça de Deus assume uma dimensão pessoal totalmente nova e se torna evidente ao ser humano nas palavras e obras do ministério redentor de Jesus Cristo. Que prova maior da graça de Deus poderia ser dada do que essa da salvação?
Foi o próprio Deus que, em Sua bondade e graça, tomou a iniciativa de providenciar a salvação para o homem após a queda de Adão no pecado. A graça de Deus se revela à humanidade de duas maneiras fundamentais:

A Graça Comum

A graça comum se refere ao imerecido favor, amor e cuidado providencial de Deus, estendidos a toda a raça humana em corrupção, pelos quais Deus derrama Suas bênçãos sobre todos em geral, tanto sobre os salvos quanto sobre os descrentes (Sl 145.8-9). Deus refreia Sua ira contra a humanidade pecadora, concedendo a uma nação ou a uma pessoa o tempo necessário para que se arrependa – o que vem a ser uma extensão da graça comum do Senhor.
graça comum também pode ser constatada na obra do Espírito Santo, quando este move o coração de uma pessoa ao persuadi-la(lo) e convencê-la(lo) da necessidade de buscar a salvação por intermédio de Jesus Cristo (Jo 16.8-11).

A Graça Especial


Graça = Favor imerecido que Deus concede ao homem.
A segunda maneira de Deus revelar Seu favor é através da graça especial,comumente denominada de graça eficaz, efetiva ou graça salvadora. A graça de Deus é eficaz na medida em que produz salvação na vida dos indivíduos eleitos que depositam sua fé na morte de Cristo e no sangue que Ele derramou na cruz para remissão de seus pecados. A graça eficaz é conhecida por experiência no momento em que Deus, pela instrumentalidade do Espírito Santo, opera de forma irresistível na mente e no coração de uma pessoa, de modo que o indivíduo escolha livremente crer em Jesus Cristo como seu Salvador.
Os crentes em Cristo são chamados, não segundo suas obras de esforço próprio, mas conforme a “determinação e graça” de Deus (2 Tm 1.9).
O apóstolo Paulo é um exemplo clássico da chamada eficaz de Deus. Ele foi chamado, não por sua vontade, mas “pela vontade de Deus” (1 Co 1.1). Na realidade, ele tentava destruir a Igreja até o momento em que se converteu a Cristo, conversão essa que ocorreu pela graça de Deus (At 9).

A Demonstração da Graça de Deus

A graça de Deus se evidencia de diversas maneiras na vida de um crente em Cristo.

Graça Salvadora

A palavra salvação é um termo abrangente. Refere-se ao ato redentor de Deus pelo qual Ele, no presente momento, redime o indivíduo da penalidade e do poder do pecado, e, no futuro, libertará o crente em Cristo da presença do pecado na ocasião da glorificação dos salvos. A salvação é um dom gratuito de Deus, concedido a uma pessoa em virtude da graça, por meio da fé, independente de qualquer obra ou mérito da parte da pessoa que o recebe. No momento da salvação, a graça imerecida e a fé do crente são dons que procedem diretamente do Senhor àqueles que põem sua fé em Cristo (Ef 2.8-9).
A graça da salvação, oferecida na atual dispensação, inclui cada aspecto da obra redentora de Deus em favor dos crentes em Jesus e abrange a redenção, a propiciação, a justificação, o perdão, a santificação, a reconciliação e a glorificação para aquele que, pela fé, recebe a Cristo.

Graça Santificadora


Deus, por intermédio do Espírito Santo, providenciou dons espirituais sobrenaturais com o objetivo de equipar e capacitar cada crente em Cristo para o seu ministério [i.e., serviço] na igreja local.
Naquele momento em que a pessoa, pela fé, recebe a Cristo, ele (ou ela) é santificado pela graça de Deus. A palavrasantificação significa “tornar santo” ou “separar para Deus” com propósito ou uso sagrado. A Bíblia menciona pessoas, lugares, dias e objetos inanimados consagrados (i.e., separados) a Deus. No que se refere a um indivíduo, a santificação pode ser definida como a obra da livre graça de Deus através do Espírito Santo, na qual Ele separa o crente para ser amoldado ou conforme à imagem de Cristo.
As Escrituras se referem a três estágios de santificação pela graça de Deus. O primeiro deles é o da santificação posicional que diz respeito à posição santa do crente perante Deus, fundamentada na redenção que Cristo efetuou a seu favor.
O segundo estágio é o da santificação progressiva, na qual o crente em Cristo se encontra no processo de ser santificado através da Palavra de Deus (Jo 17.17). Os crentes são exortados a crescer “na graça” (2 Pe 3.18); na busca desse crescimento, tornam-se recipientes do favor imerecido que procede do Senhor. O crescimento na graça não é obtido por meios naturais, mas se dá através do estudo da Palavra de Deus (2 Pe 1.2-3,5-6,8). À medida que um crente em Jesus cresce na graça, o fruto do Espírito se torna manifesto através da vida dele ou dela (Gl 5.22-23), levando a pessoa a uma conformidade com a imagem e semelhança de Cristo (Rm 8.29).
O terceiro estágio é o da santificação completa ou perfeita, que os crentes conhecerão por experiência quando receberem seus corpos glorificados e se completar a sua redenção (Rm 8.30; Ef 5.27). Esse acontecimento se concretizará na ocasião do Arrebatamento da Igreja (1 Co 15.51-52; 1 Ts 4.16-17).
Calendários

Graça Servidora

A palavra dom (do termo grego charisma: “dádiva ou dom da graça”) se refere a um favor que alguém recebe gratuitamente, sem merecê-lo. Deus, por intermédio do Espírito Santo, providenciou dons espirituais sobrenaturais com o objetivo de equipar e capacitar cada crente em Cristo para o seu ministério [i.e., serviço] na igreja local. Não existe apenas um dom, mas, sim, uma diversidade de dons que o Espírito Santo concede aos crentes (Rm 12.6-8; 1 Co 12.8-11; Ef 4.7,11-12; 1 Pe 4.11).

O sofrimento faz parte da condição humana, em virtude do pecado, do envelhecimento do corpo, da desobediência ao Senhor, ou da punição de Deus.
Os crentes dispõem de “diferentes dons segundo a graça que [por Deus] nos foi dada” (Rm 12.6). Alguns crentes possuem uma abundância de dons, enquanto outros possuem apenas um ou dois. Esses dons, ou graças, não são dons, talentos ou habilidades naturais; pelo contrário, são dons proporcionados por Deus, os quais, através do crente, efetuam a edificação do Corpo de Cristo, rendendo, assim, a glória que pertence a Deus.
No uso de seu dom, um crente deve se dirigir às outras pessoas com uma atitude de graça. O apóstolo Paulo declarou: “A vossa conversa seja sempre com graça” (Cl 4.6; conforme a Tradução Brasileira). No que dizia respeito ao serviço para o Senhor, Paulo estava equipado, não com sua própria força e poder, mas com a graça de Deus que lhe fora outorgada. Ele disse: “...trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo” (1 Co. 15.10).

Graça Sofredora

O sofrimento faz parte da condição humana, em virtude do pecado, do envelhecimento do corpo, da desobediência ao Senhor, ou da punição de Deus. Paulo tinha um “espinho na carne” (i.e., uma debilidade física) que ele, por três vezes, suplicara a Deus para que fosse removido. Cada uma de suas súplicas recebeu esta mesma resposta: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Co 12.9). Em outras palavras, a graça de Deus era suficiente para fortalecer Paulo em sua dificuldade física, de modo que ele a pudesse suportar. O mesmo acontece com os crentes nos dias atuais. Deus proporciona a graça suficiente para nos fortalecer em meio a qualquer provação, tentação ou período de sofrimento.
Paulo resumiu isso com muita propriedade, quando escreveu: “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens” (Tt 2.11). Isso diz tudo. Junto com a compositora daquele hino, cantamos: “Maravilhosa, infinita, incomparável...” é a surpreendente graça de Deus.

Notas:

1. J. Dwight Pentecost, Things Which Become Sound Doctrine, Westwood, NJ: Fleming H. Revell, 1965, p. 19.

06 setembro 2016

O QUE DARWIN NÃO PODIA SABER


O Que Darwin Não Podia Saber

Werner Gitt
Para celebrar o “ano de Darwin” em 2009, a revista alemã Die Zeit publicou um artigo de duas páginas com a manchete “Muito obrigado, Darwin!”, acompanhado de quatro páginas falando sobre evolução. Esse agradecimento foi para um homem que nasceu há 200 anos. Seu “revolucionário” livro A Origem das Espécies foi publicado há 150 anos. [Naquela época, nada se sabia sobre o DNA, o armazenamento de informações genéticas e sua transmissão].
O filósofo Immanuel Kant (1724-1804) já afirmava, cheio de orgulho: “Dêem-me matéria, e dela farei um mundo”. Cinqüenta anos mais tarde, o matemático e astrônomo francês Laplace (1749-1827) vangloriava-se diante de Napoleão: “Minhas teorias não precisam da hipótese chamada ‘Deus’.” Esses e outros pais do ateísmo científico buscavam uma explicação para a origem da vida em que Deus pudesse ser descartado. A resposta aparentemente salvadora veio de Darwin, que tornou viável explicar a origem da vida “de forma natural”. Enquanto ele próprio ainda era reticente em relação às implicações de sua teoria, hoje o mundo, cada vez mais ímpio, aclama seu patrono em manchetes sem fim.
Até a viagem de Darwin às ilhas Galápagos em 1835, acreditava-se no filósofo grego Aristóteles, que dizia que as espécies são imutáveis. A partir das diferentes formas de bicos de tentilhões que viviam na ilha, Darwin concluiu com acerto: espécies podem se adaptar e se modificar. Mas sua conclusão seguinte, de que toda a vida viria de uma árvore genealógica comum, não é cientificamente defensável. O próprio Darwin percebeu que uma grande fraqueza de sua teoria era a inexistência, na natureza, de fósseis de formas intermediárias. Mesmo assim, seguindo a doutrina darwinista, o homem perdeu sua posição especial atribuída pelo Criador e passou a ser apenas um ser mais evoluído no reino animal.
Nova Chamada

As molas-mestras da evolução

Como molas-mestras da evolução são mencionadas hoje: mutações, seleção, isolamento, longas eras, acaso, necessidade e morte. Todos esses fatores existem; porém, nenhum deles é fonte de novas informações criadoras.
• Mutações apenas podem modificar informações herdadas pré-existentes. Entretanto, sem as informações do DNA já disponíveis, a evolução nem pode dar a largada inicial. Mutação é, por definição, um mecanismo aleatório sem qualquer objetivo definido, de tal forma que, por princípio, não pode fazer surgir novos conceitos (por exemplo, criar órgãos).
• A seleção favorece os seres vivos mais aptos e faz com que sua predisposição hereditária seja passada adiante. Mas, através da seleção ocorre apenas uma escolha ou um aniquilamento de algo que já existe; nada pode ser melhorado por ela, nem ela faz surgir algo novo.
• Os outros fatores evolutivos citados também não podem ser considerados fontes criadoras.
Vejamos alguns poucos exemplos de seres vivos e examinemos se os fatores evolutivos em ação aleatória poderiam tê-los trazido à existência.

A reprodução sexuada

Conforme a teoria da evolução, a “descoberta” da reprodução sexuada seria uma condição decisiva para o desenvolvimento progressivo dos seres vivos. Através de combinações genéticas sempre novas, surgem muitas variedades, das quais as mais adaptadas ao seu ambiente sobrevivem ao processo de seleção. Duas razões, porém, eliminam esse processo na almejada tendência ascendente no desenvolvimento de uma linhagem:
1. A reprodução sexuada nem pode começar por um processo evolutivo. Ela apenas seria possível se ambos os sexos dispusessem simultaneamente de órgãos prontos e plenamente funcionais. Entretanto, na evolução, por definição, não existem estratégias planejadas ou direcionadas. Como o desenvolvimento dos órgãos necessários à reprodução poderia estender-se por milhares de gerações se os seres vivos nem conseguem se reproduzir sem esses órgãos? Mas, se um desenvolvimento lento precisa ser excluído por ser inviável, como seria possível que órgãos tão diferentes e tão complexos, que precisam combinar entre si até nos mínimos detalhes, surgissem repentinamente? Além disso, eles precisariam estar presentes juntos no mesmo lugar no momento da reprodução.
2. Ainda que admitíssemos a possibilidade da reprodução sexuada ter “caído do céu”, mesmo assim não surgiria nova informação na mistura da carga genética. Em suas muitas experiências, criadores de plantas e animais demonstraram que vacas altamente aperfeiçoadas geneticamente continuaram sendo vacas, e que o trigo jamais produziu girassóis. A chamada microevolução (mutação dentro de uma espécie) é verificável cientificamente; de uma macroevolução (mutação que ultrapasse as fronteiras das espécies) falta toda e qualquer prova.

Técnica genial nos glóbulos vermelhos

Em cada gota de sangue temos aproximadamente 5 milhões de glóbulos vermelhos. Eles são como mini-submarinos altamente especializados que, ao invés de levarem a bordo torpedos mortais, realizam algo extremamente vital.
• 175.000 vezes durante seus 120 dias de vida eles são abastecidos com oxigênio, enquanto descarregam no pulmão o gás carbônico (CO2), resíduo que se forma pelo processo de oxidação.
• Esses minúsculos navios cargueiros são tão pequenos que conseguem ultrapassar os mais finos vasos capilares, chegando a todas as partes do corpo.
• A cada segundo são gerados dois milhões de novos glóbulos vermelhos, que contêm a hemoglobina (que dá a cor vermelha ao sangue), uma composição química muito notável e complexa.

Co­mo mo­las-mes­tras da evo­lu­ção são men­cio­na­das ho­je: mu­ta­ções, se­le­ção, iso­la­men­to, lon­gas ­eras, aca­so, ne­ces­si­da­de e mor­te. To­dos es­ses fa­to­res exis­tem; po­rém, ne­nhum de­les é fon­te de no­vas in­for­ma­ções cria­do­ras.
A hemoglobina é necessária para o transporte de oxigênio já na fase de desenvolvimento embrional. Evidentemente, até o terceiro mês as necessidades de oxigênio são diferentes do que no estágio fetal (a partir do terceiro mês), e por isso faz-se necessário um tipo distinto de hemoglobina, de composição química diferente. Pouco antes do parto, as fábricas celulares voltam a funcionar a todo vapor para realizar a alteração para hemoglobina adulta. Os três tipos de hemoglobina não poderiam ser descobertos pelo caminho evolutivo, através da experimentação, porque as outras variantes não transportariam oxigênio suficiente, o que seria fatal para o ser vivo supostamente em evolução. Mesmo que em dois estágios fosse produzida a molécula correta, isso significaria a morte certa se a molécula da terceira fase não estivesse disponível. Por três vezes a produção de hemoglobina necessita de um biomecanismo completamente diferente, que também precisa modificar completamente sua produção no momento exato.
De onde vem um mecanismo tão complicado? Aqui toda e qualquer idéia de evolução falha completamente, pois em seus estágios semi-prontos, que segundo a evolução teriam conduzido a esse mecanismo tão complexo, esses seres vivos nem poderiam ter sobrevivido.
Esse conceito de complexidade não-redutível também é válido para o sistema imunológico do organismo humano ou para o flagelo com que as bactérias se locomovem. Mais uma vez, vemos que os seres vivos não teriam sobrevivido em sua “jornada” até seu estágio atual se este fosse atingido por processos evolutivos. É mais razoável admitir que tudo esteve pronto desde o princípio, o que somente é possível se um Criador planejou e criou tudo funcionando plenamente desde seu começo.

O vôo da Tarambola-Dourada

A Tarambola-Dourada é um pássaro maravilhoso que nasce no Alasca. Como ali o inverno é extremamente frio, ele migra para o Havaí. Sua viagem é muito longa, pois o destino fica a 4.500 quilômetros de distância. O vôo tem de ser direto, sem escalas, uma vez que no caminho não existem ilhas para descanso, e essa ave não sabe nadar. Para seu vôo, a Tarambola-Dourada precisa de um tanque cheio de combustível na forma de 70 gramas de gordura armazenada em seu corpo. Desse total, 6,8 gramas são uma reserva para enfrentar ventos contrários. Como o pássaro tem de voar ininterruptamente por três dias e meio, noite e dia, sem parar, e precisa manter a rota com exatidão dentro das coordenadas geográficas, ele necessita de um piloto automático trabalhando com extrema exatidão. Se não encontrar as ilhas do Havaí, sua morte é certa, pois não existe qualquer outra alternativa de pouso. Se não possuísse essa porção de gordura precisamente calculada, não sobreviveria.
A mutação e a seleção, nesse caso, mais uma vez são construtores incapazes. Mais plausível é admitir que a Tarambola-Dourada foi criada assim desde o começo – pronta e equipada com tudo o que precisa.

O raciocínio evolucionista é útil?

Como vimos nos exemplos desses seres vivos, em outras áreas também encontramos projetos altamente especializados:
• A baleia cachalote é um mamífero que está equipado de tal forma que pode emergir de 3.000 metros de profundidade sem morrer pela temida descompressão.
• Uma quantidade imensa de bacrias microscópicas em nosso trato intestinal tem motores elétricos embutidos, que podem funcionar para a frente e de marcha a ré.
• A sobrevivência dos seres vivos depende do funcionamento perfeito de cada um de seus órgãos (por exemplo, coração, fígado, rins).
Órgãos semi-prontos, em desenvolvimento, não têm valor algum. Nesse assunto, quem pensa segundo o darwinismo deveria saber que a evolução desconhece a perspectiva de um órgão que passará a funcionar perfeitamente no futuro. O biólogo evolucionista alemão G. Osche observou acertadamente: “Seres vivos não podem, durante certas fases evolutivas, parar tudo como um empresário que fecha a firma temporariamente por causa de reformas”.
A inteligência e a sabedoria expressas nas obras da Criação são simplesmente imponentes. O caminho que conduz das obras criadas até um autor criativo é mais que evidente – das obras deduz-se a existência de um Criador. Combina muito bem com nossa observação o que a Bíblia já diz em seu primeiro versículo: “No princípio, criou Deus!”
O bió­lo­go evo­lu­cio­nis­ta ale­mão G. Os­che ob­ser­vou acer­ta­da­men­te: “Se­res vi­vos não po­dem, du­ran­te cer­tas fa­ses evo­lu­ti­vas, pa­rar tu­do co­mo um em­pre­sá­rio que fe­cha a fir­ma tem­po­ra­ria­men­te por cau­sa de re­for­mas”.
Influenciada pelo darwinismo, estabeleceu-se a teologia histórico-crítica, que rejeitou o relato literal da Criação, até então considerado mensagem de Deus. Mas fazemos bem “acreditando em todas as coisas que estejam escritas” (Atos 24.14), pois “Deus não é homem, para que minta” (Números 23.19).

De onde vem a informação?

Na discussão científica, o argumento sempre é mais forte quando se pode aplicar as leis naturais a algum processo ou fenômeno. As leis naturais não admitem exceção. Conforme essas leis, por exemplo, o moto-contínuo, uma máquina que funciona continuamente sem receber energia, é uma máquina impossível.
Hoje sabemos o que Darwin ainda não podia saber: nas células de todos os seres vivos existe uma quantidade praticamente inimaginável de informação, aglutinada na forma mais compacta que se conhece. A formação de todos os órgãos é conduzida pela informação, todos os processos nos seres vivos funcionam dirigidos por informação e a produção de todas as substâncias do corpo (por exemplo, 50.000 proteínas no corpo humano) é controlada pela informação. O sistema da evolução somente poderia funcionar se houvesse na matéria a possibilidade de a informação surgir por acaso. A informação é absolutamente imprescindível, pois os projetos de todos os indivíduos e todos os processos complexos nas células ocorrem baseados em informação.
Informação é uma grandeza imaterial; portanto, não é uma qualidade da matéria. As leis da natureza acerca de grandezas não-materiais, especialmente da informação, dizem que a matéria jamais pode gerar uma grandeza não-material. É evidente: informação somente pode surgir a partir de um emissor dotado de inteligência e vontade. Assim está claro: quem considera a evolução possível, acredita no “moto-contínuo” da informação, ou seja, em algo que as leis gerais da natureza mostram ser completamente impossível. Assim, acertamos o calcanhar de Aquiles da evolução, que cientificamente chega a seu FIM. [Expliquei a questão com mais detalhes em meu DVD A Origem da Vida à Luz da Informação].

De onde vem a vida?

Diante de todo o barulho que se faz atualmente em torno da evolução, perguntamos: “De onde vem a vida realmente?” A evolução não tem a menor explicação para o surgimento da vida a partir da matéria morta.
Stan­ley Mil­ler (1930-2007), cu­ja ex­pe­riên­cia com a “so­pa pré-bió­ti­ca” (1953) é men­cio­na­da em to­do li­vro de Bio­lo­gia, ad­mi­tiu de­pois de 40 anos que ne­nhu­ma das ­atuais hi­pó­te­ses so­bre a ori­gem da vi­da con­se­gue ser con­vin­cen­te.
Stanley Miller (1930-2007), cuja experiência com a “sopa pré-biótica” (1953) é mencionada em todo livro de Biologia, admitiu depois de 40 anos que nenhuma das atuais hipóteses sobre a origem da vida consegue ser convincente. Ele classificou todas elas de “bobagens”, de “gestações mentais químicas”. O microbiologista Louis Pasteur (l822-1895) reconheceu algo fundamental: “Vida só pode vir de vida”.
Apenas um pôde dizer: “Eu sou a vida” (João 14.6), e esse alguém foi Jesus Cristo. A Seu respeito está escrito em Colossenses 1.16: “Pois nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis”. Em João 1.3 lemos:“Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez”. Qualquer teoria sobre o início da vida e o surgimento do mundo que não mencione Jesus como a origem e a fonte da vida é uma concepção morta, que inevitavelmente se esfacela na Rocha que é Jesus.
Assim, a teoria da evolução passa a ser um dos maiores enganos da história mundial e lança milhões de pessoas no abismo da incredulidade. Infelizmente, o que muitos dos nossos contemporâneos não levam em consideração é que ao abismo da descrença segue o abismo da perdição eterna depois da morte (inferno). O dilema real na maneira de pensar de nosso mundo é que o verdadeiro Criador de todas as coisas não é honrado com manchetes, dizendo: Muito obrigado, Jesus!
Muitos não sabem que Jesus Cristo nos fez uma oferta grandiosa. Ele disse: “Eu sou a Porta” (João 10.9). Ele estava se referindo à porta do céu. Quem se volta para Jesus tem a vida eterna. (Dr. Werner Gitt — Chamada.com.br)

21 julho 2016

Deus Não Permitirá Que o Islamismo Vença


Deus Não Permitirá Que o Islamismo Vença

Kit R. Olsen
Levando em consideração os atentados que aconteceram na França, é fácil que qualquer um pense que o islamismo não será derrotado em um momento próximo. A mídia em todo o mundo é muito competente em minimizar tudo o que diz respeito à malignidade do islamismo. E as células islâmicas em estado latente – prontas para impingir o terror – estão plantadas em todo o mundo.
O atual governo dos Estados Unidos ou é mentalmente incompetente e/ou traidor, colocando em perigo a vida de todos os americanos e de outras pessoas ao redor do mundo, por ser indulgente com esse inimigo bárbaro, torturante e impiedoso. A perspectiva do crente deve sempre ser que vivemos nas trincheiras de um campo de batalha espiritual e o mal é manifesto através de pessoas más. Nossa esperança não está nos governos; ela está em nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.
Anime-se. As Escrituras nos dizem que Deus não permitirá que o islamismo vença sua campanha de terror. Numa perspectiva animadora, é importante mantermos em mente que uma das guerras profetizadas na Bíblia, entre as mais comentadas – a batalha descrita em Ezequiel 38 e 39 – está no horizonte. Sabemos que Israel será o alvo e que aí Deus vai tratar com a dominação islâmica. Na Bíblia, a batalha de Ezequiel 38 e 39 (a Guerra de Gogue e Magogue) tem a descrição mais detalhada entre todas as guerras profetizadas.
Um ponto importante para lembrarmos é o seguinte: em Gênesis 15.16, o Senhor nos diz que a medida da iniquidade dos amorreus ainda não havia se completado; mas, quando ela se encheu, Deus tratou com eles. O mesmo acontece com o islamismo. Deus ainda está permitindo que os muçulmanos causem as devastações e os massacres (por enquanto). Mas, Ele tem planos bastante intensos para o blasfemo islamismo.
Em breve virá o dia em que Deus já não tolerará o fanatismo islâmico e Ele derramará o Seu juízo sobre os seguidores de Alá – na batalha de Ezequiel 38 e 39, quando as hostes das tropas islâmicas marcharão contra Israel, lideradas pela Rússia. O grande milagre no Antigo Testamento é o Êxodo, mas ele empalidecerá em comparação com o que acontecerá como resultados da guerra Gogue-Magogue (veja Jeremias 16.14).
Quando Deus salvar Israel, e Alá estiver sumido durante essa batalha épica, os devotos sobreviventes do islamismo em todo o mundo já não estarão mais dispostos a lutar por amor a Alá. Isto abalará os fanáticos mantras psicopáticos deles até a raiz.
O próprio Senhor intervirá sobrenaturalmente nessa guerra e a maioria dos agressores será aniquilada. Esses guerreiros se voltarão uns contra os outros. Deus vai fazer a terra tremer com um poder fantástico e os invasores desejarão nunca terem tido um pensamento sequer de maldade contra Israel. As Escrituras nos dizem que essa guerra se espalhará.
As “terras do mar”, às quais se refere a Escritura, também experimentarão a ira de Deus por participarem da ofensa contra Israel, o que indica que a população islâmica diminuirá significativamente. As terras do mar são regiões marítimas no Oriente Médio, com densa população muçulmana.
Estas são as pátrias daqueles que darão assistência à Rússia, contra Israel, com suas frotas de guerra e tropas. As “terras do mar” se estendem ao que, na verdade, abrangeria o islamismo global, alcançando o mundo todo, inclusive a Indonésia. Um dos resultados dessa guerra será a remoção de uma porção significativa da dominação islâmica. Deus frustrará a agressão do islamismo.
“[Eu, Deus] Meterei fogo em Magogue e nos que habitam seguros nas terras do mar; e saberão que eu sou o Senhor. Farei conhecido o meu santo nome no meio do meu povo de Israel e nunca mais deixarei profanar o meu santo nome; e as nações saberão que eu sou o Senhor, o Santo em Israel” (Ezequiel 39.6-7).
O islamismo será profundamente marginalizado e a Rússia será destruída. Levará sete anos para que os danos sejam limpos e sete meses para que sejam enterrados os mortos (Ezequiel 39. 9, 12). Ninguém, a não ser o próprio Deus, ajudará a resgatar Israel quando este for atacado. Sem a intervenção divina, Israel não terá chance de sobreviver a essa invasão. Deus preservará Sua nação escolhida. O Senhor não fará isso por amor a Israel, mas por amor ao Seu próprio Nome, para deixar bem claro que Ele está no controle de todas as coisas e que é o Deus Altíssimo, que não poderá mais ser ignorado. De fato, Deus trará essas nações contra Israel, que O rejeitou – para Sua glória.
Este será um importante chamado ao despertamento para o mundo inteiro, principalmente para Israel, mostrando que o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó vive para sempre e é Rei. Todos deverão perceber que, sem Ele, estão condenados. Os seguidores de Alá serão deixados em uma situação difícil, tentando entender como poderão continuar afirmando que Alá é Deus. Alá não poderá ser encontrado em lugar algum quando essas forças, principalmente islâmicas, muito numerosas, marcharem contra Israel.
Por causa dos milagres que causarão grande espanto, milagres esses realizados por Deus durante a batalha de Ezequiel 38 e 39, Israel e os judeus como um todo experimentarão uma imensa ressurgência em sua busca por Deus – pelo Messias. O mundo inteiro terá a oportunidade de ver Deus em ação, como o verdadeiro Protetor de Israel e muitos virão a ser salvos nessa ocasião. [...]
Também é muito provável que Meca, a Mesquita al-Aqsa e o Domo da Rocha sejam severamente danificados ou destruídos pelo tremendo terremoto mencionado em Ezequiel 38.19. Não será possível que um governo mundial único, uma igreja mundial única e um sistema econômico mundial único sejam implementados a não ser que a influência do islamismo seja tremendamente reduzida ou removida. Senão, teríamos um governo mundial único, um sistema econômico único e uma igreja única do tipo aiatolá. Os globalistas não seriam capazes de controlar o islamismo, logo os muçulmanos devem ser seriamente marginalizados a fim de que os globalistas possam implementar seus planos para uma ordem mundial.
Para mim fica claro que seria quase impossível que o governo mundial único, o sistema econômico mundial único e a igreja mundial única, conforme profetizados, sejam estabelecidos enquanto o islamismo estiver na frente do domínio mundial. Através do estudo das Escrituras, meu ponto de vista é que uma igreja mundial única, ecumênica e apóstata, é muito mais provável do que uma tomada geral do controle religioso pelo islamismo. É certo que, no momento, parece que o islamismo, por causa de sua enorme população, riquezas e ataques terroristas agressivos, poderia governar o mundo inteiro. Mas, como vemos através das Escrituras, existe um ponto em que Deus já não mais se manterá silencioso, em uma atitude paciente, permitindo que Seu santo Nome seja profanado.
Se a dominação mundial islâmica não fosse removida, então o Anticristo seria muçulmano, a igreja mundial seria muçulmana e o governo mundial único seria um califado. Mas não é isto que está descrito nas Escrituras. Há duas pernas na imagem de Daniel, capítulo 2. As duas pernas representam as duas divisões do Império Romano, o qual foi dividido em duas partes no ano 400 d.C., com a morte de Teodósio: a capital ocidental, em Roma, e a capital oriental, em Constantinopla. A parte ocidental, com sua capital em Roma, caiu e não foi restaurada até o ano 800 d.C., quando o papa coroou Carlos Magno como rei do Sacro Império Romano. Aquele império foi, depois, invadido pelos hunos e aquele tipo de governo chegou até a Alemanha, sob o Kaiser Guilherme.
Bíblia e Ciência
A parte oriental permaneceu intacta até o ano 1453 e depois foi invadida pelos muçulmanos – então temos a opção de considerarmos o Anticristo, o governo mundial e a religião mundial única provenientes daquela divisão oriental (islamismo), ou da divisão ocidental. Eu escolho a divisão ocidental por causa da tipologia. Antíoco Epifânio, um grego-sírio, é apresentado em Daniel como um tipo do Anticristo, e era europeu. O Anticristo virá do Ocidente, do lado europeu e, portanto, não será muçulmano.
Além disso, o Anticristo é visto cavalgando do Ocidente para o Oriente, à medida que estabelece sua capital na antiga Babilônia. E quem cavalga aquela besta hoje é o Vaticano, ou seja, o lado ocidental do antigo Império Romano (a Igreja Católica Romana da perna ocidental). E a igreja mundial não será islâmica porque ela vem de Ninrode, com a adoração do bebê Tamuz nos braços de Semíramis (Babilônia de Ninrode/A Igreja Católica Romana).
Os israelitas adoravam o deus babilônio Tamuz, a quem os cananeus se referiam como Adonai (Meu Senhor). O festival de verão de Tamuz celebrava a morte da natureza, e o reavivamento era celebrado na primavera. Tamuz estava associado à deidade babilônia Ishtar (Astarote, deus que mais tarde foi chamado de Adônis pelos gregos).
Ele também estava associado a Afrodite, a deusa grega que era adorada pelos romanos. Observe a atitude de Deus em relação àqueles que se engajaram na adoração a Tamuz:“Pelo que também eu os tratarei com furor; os meus olhos não pouparão, nem terei piedade. Ainda que me gritem aos ouvidos em alta voz, nem assim os ouvirei” (Ezequiel 8.18). Deus disse que não ouvirá ninguém que participar do culto idólatra a Tamuz.
A situação com a Rússia, a Ucrânia, a Síria e os crescentes ataques terroristas realizados pelos militantes muçulmanos é um passo em direção à guerra profetizada em Ezequiel – quando o islamismo for marginalizado, mudando a dinâmica de todo o mundo em múltiplos níveis, abrindo o caminho para que tomem posse o governo mundial único, a religião mundial única e o sistema econômico mundial único.
Em determinada época, a igreja em Roma foi uma igreja sadia. O apóstolo Paulo escreveu uma de suas maiores cartas àquela igreja e nela ele menciona a fidelidade dos crentes que se reuniam ali. A igreja dos romanos tinha muitos seguidores. Depois, o Império Romano declarou o cristianismo ilegal e aquela igreja foi forçada a se reunir clandestinamente. Era uma igreja verdadeira e fiel e foi muito perseguida pelo governo romano.
Então, Constantino subiu ao poder como mandatário de Roma e se converteu nominalmente ao cristianismo no início do século IV. Até aquela época, o cristianismo era ilegal, mas Constantino declarou que Jesus Cristo era o único e verdadeiro Deus, e o cristianismo se tornou a religião oficial do Império. Ele declarou que os templos pagãos teriam que ser destruídos. Naquela ocasião, os templos em todo o mundo conhecido haviam sido edificados para a “Rainha do Céu”, a deusa-mãe virgem retratada com o menino Tamuz em seus braços.
Então, o cristianismo se tornou a única religião legal do Império. Constantino disse que Tamuz e a Rainha do Céu não poderiam ser adorados. O que os sacerdotes dos templos de Ishtar (Innini) poderiam fazer? Será que eles destruíram seus ídolos e se voltaram para o cristianismo? Não, eles não fizeram isso. Eles removeram os nomes de Ishtar e de Tamuz desses ídolos e, no lugar, gravaram novos nomes: Jesus e Maria!
E a prática da idolatria proibida nas Escrituras – o culto a Maria – continua até hoje na Igreja Católica Romana. As raízes da igreja mundial dos tempos do fim serão uma sobrevivência do antigo misticismo da Babilônia dirigido pelo Falso Profeta, profetizado em Apocalipse 16.13.
A situação com a Rússia, a Ucrânia, a Síria e os crescentes ataques terroristas realizados pelos militantes muçulmanos é um outro passo em direção à guerra profetizada em Ezequiel – quando o islamismo for marginalizado, mudando a dinâmica de todo o mundo em múltiplos níveis, abrindo o caminho para que tomem posse o governo mundial único, a religião mundial única e o sistema econômico mundial único.
Quando acontecerá essa invasão? Ela se dará quando Israel estiver de volta à sua terra, reunido como nação, como é hoje. Essa guerra acontecerá “sobre os montes de Israel” (Ezequiel 38.8). Acontecerá quando o próprio Deus disser que está na hora – quando Ele, em Sua soberania, derrotar os invasores. “Eu [o próprio Deus] porei anzóis nos teus queixos e te levarei (derrotarei) a ti...” (Ezequiel 38.4a).
Que o Senhor tenha misericórdia das vítimas inocentes dos terroristas islâmicos, que são dirigidos de maneira extremamente demoníaca e que espreitam e perseguem suas presas de forma tão impiedosa. O juízo de Deus sobre o islamismo radical não pode acontecer cedo demais... Ele se dará no momento exato estabelecido pelo Senhor. (Kit R. Olsen — raptureready.com — Chamada.com.br)

Lascívia na Igreja